| Caso Reebok | |
| A
globalização da Reebok |
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As
oportunidades para expansão internacional da Reebok eram abundantes no
final dos anos 80 enquanto suas oportunidades no mercado doméstico estavam
diminuindo. A saturação do mercado doméstico de calçados esportivos, resultado
do rápido crescimento e intensa competição, determinou estímulos em direção
a um novo movimento de globalização da Reebok. Tal movimento tinha consideráveis
implicações para Reebok porque ela também confrontava-se com dois problemas
no mercado americano:
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1. A dificuldade em ganhar participação no mercado doméstico ocorria quando a Reebok queria mais do que nunca vingar-se de sua queda para o segundo lugar na indústria. A combinação Nike/Reebok na participação de mercado manteve estável nos últimos cinco anos. Entre o momento da Nike e a presença crescente de outro forte competidor, a Reebok esperava pelo menos manter sua participação de mercado no período 1988-1989. 2. A pressão da Reebok em alta tecnologia
e consequentemente produtos de altos preços contradizem a frieza do
mercado e de seus tradicionais compradores. por calçados esportivos
caros. Atualmente a filosofia da Reebok tem sido a de firmar
liderança tecnológica para seus produtos e dessa forma obter ganhos
de imagem de sucesso para seus produtos a longo prazo. Esta aparente
contradição entre os altos custos dos avanços tecnológicos e a compra
de modelos durante a recessão podem influenciar nas decisões de mudança
nas vendas dirigidas aos mercados internacionais que não tão severamente
afetados pela recessão. As oportunidades internacionais para Reebok
foram considerados excelentes veículos que poderiam sustentar esta filosofia
no futuro e ajudar a Reebok a recuperar sua liderança no mercado de
sapatos esportivos. Em 1988, quando a Nike ultrapassou a Reebok como líder
na participação do mercado americano, os mercados do exterior estavam
tão subdesenvolvidos quanto o mercado americano esteve no início dos
anos 80 quando o "boom do calçado" tomou lugar nos Estados
Unidos. A falta de exploração do mercado exterior pelos líderes de calçados
esportivos americanos, junto com a extensa base consumidora a ser conquistada,
foi um atrativo motivador para Reebok expandir-se internacionalmente
avançando além do mercado doméstico em amadurecimento. Isto não quer
dizer que a Reebok não tinha antes reconhecido o potencial do mercado
internacional. Em 1987, desenvolveu diferentes interesses operacionais
em vários países estrangeiros e experimentou um crescimento de 400%
em vendas internacionais. Este número, que talvez não se confirme daqui
para frente, correspondeu a um total de vendas internacionais US$ 81
milhões em um mercado estimado de $4,5 bilhões, o que permite prever
um futuro promissor se o foco exato for firmado e mantido.
Outra motivação para globalização
foi a necessidade de controlar o recente problema de estoques. Os giro
de estoques da Reebok, tinha caído drasticamente dos saudáveis 7,5 vezes
ao ano em 1986 para 5,8 vezes ao ano em 1987, e para 2,5 vezes em 1988.
A Reebok contrata quase toda sua fabricação no exterior e estava comprometida
adquirindo uma quantia anual fixa dos fabricantes, o que inviabiliza
uma resposta flexível para o crescimento dos estoques. Pela rapidez
de ampliação de sua base de consumidores internacionais a Reebok seria
capaz de contornar sua inabilidade para cortar taxas de produção. Obviamente, estas motivações estavam
também sendo revistas nas salas de conferências de todos os competidores
da Reebok, assim a Reebok tinha que mover-se rapidamente para dedicar-se
a uma certeira estratégia internacional. Desde então oportunidades passaram
a ser avaliadas para todo mundo, e a Reebok necessita olhar para aquelas
oportunidades que ofereciam o mais significativo resultado. Oportunidades internacionais e execução A Reebok deu um passo enorme em direção
à expansão internacional em 1989, logo após a Nike substituí-la como
a primeira nos Estados Unidos. Este movimento foi coordenado por Paul
Fireman através de um plano para ressuscitar sua companhia, que estava
"ficando choca". Após contratar John Duerden em 1987 para
tocar as operações diárias da companhia, as vendas internacionais da
Reebok dobraram para $212 milhões em justos dois anos. Mr. Duerden colocou
uma ênfase no serviço ao consumidor dentro de cada mercado local no
qual Reebok operava. Isto parece ter sido o melhor método para começar
o movimento em direção ao domínio internacional, considerando a já desenvolvida
indústria de calçados esportivos no exterior. Muitos analistas financeiros
acreditam que Reebok continuará a ter significativa penetração e participação
nos ganhos do mercado internacional que estabeleceria 20% de crescimento
ao fim do processo. Recentes números mostram a Reebok com incremento
de 26,6% nas vendas mundiais em 1991, apesar de ter obtido somente 2%
de crescimento das vendas nos Estados Unidos. Este forte crescimento
é um resultado da manipulação da Reebok de muitas oportunidades globais
que direcionou seus esforços durante os anos de 1988 a1990. As mais
significativas oportunidades para Reebok foram: 1. Uso de sua firme presença global. 2. O declínio da Adidas. 3. A abertura do mercado da Europa Oriental. A proveitosa posição da Reebok na
expansão global dos anos 80 decorreu de sua já firmada posição no mercado
exterior existente. Esta presença internacional, acentuada por sua herança
britânica, criou vantajosas oportunidades para a Reebok. Na ocasião
em que a Nike a ultrapassou na participação de mercado, a Reebok operava
em mercados estrangeiros através de contratos individuais com diversos
grupos de distribuidores mundiais. Esta vasta rede de subsidiárias próprias,
distribuidores independentes, e joint ventures por toda parte do mundo
foram a estrutura funcional para a expansão internacional. Entretanto,
o desafio para Reebok era assegurar que esta estrutura internacional
poderia facilmente ser adaptada para alguma mudança econômica dentro
de algum de seus mercados. Tal adaptação proveria a flexibilidade necessária
a Reebok para reposição eficientemente de linhas de produtos dentro
de regiões com respeito as capacidades financeiras de seus consumidores.
Além disso, a Reebok era desafiada não somente para construir dentro
dos canais existentes mas também criar novos canais internacionais. Durante uma entrevista em 1990, Paul
Fireman reconheceu o futuro das aquisições estrangeiras da Reebok. Ele
identificou o mercado internacional como a grandíssima prioridade da
Reebok e concluiu que aquisições seriam o principal fator para alcançar
a meta global. A Reebok tem desde já demonstrado este interesse pelo
alargamento e reforço de seus canais de marketing no exterior como testemunha
a recente aquisição na Itália (1991) e Espanha (1992) de seus distribuidores
e sua parceria de risco com seus distribuidores no Japão (1991). Durante
os anos 80 muitos analistas financeiros foram cautelosos com os caminhos
que Reebok planejou para usar seu enorme fluxo de caixa e por esta razão
classificaram as ações da Reebok como um risco de compra. Todavia, em
1991, Bob Doll da Corporação Gerencial Oppenheimer notou que estas aquisições
internacionais foram excelentes caminhos para Reebok manter crescimento
e aplicar seu fluxo de caixa. De 1988 até o fim de 1991 a Reebok
ampliou sua distribuição para 129 países. Embora encantado por sua extensa
presença no exterior e por suas vendas internacionais crescentes, o
obstáculo da Reebok é coordenar as operações de seus distribuidores
autônomos e fabricantes estrangeiros com seu comando gerencial nos Estados
Unidos. Outra
oportunidade de além mar para a Reebok foi o declínio do principal competidor
- a Adidas. Embora mantendo-se como a primeira na participação de mercado
na Europa, a Adidas começou a mostrar sinais de declínio de popularidade
durante o final dos anos 80 por causa da falta de foco do esquema de
marketing e da saturação de produtos diversos. Desde então a Adidas
foi forçada a dedicar-se a seus problemas internos, e a Reebok teve
a oportunidade de obter vantagem da baixa defesa e atacar de vez o impenetrável
mercado Europeu. Uma vez que esta oportunidade também foi observada
por todos os demais competidores, ela criou outra poderosa luta entre
Reebok e Nike. Com respeito ao mercado da Europa,
um mercado que nos próximos anos será aproximadamente do mesmo tamanho
do dos Estados Unidos, Paul Fireman insisti que não estará satisfeito
até que Reebok seja a primeira . De acordo com Mr. Fireman, a domínio
na Europa seria obtido pela empresa que amealhasse a maioria dos consumidores
que eram fiéis a agora diminuída Adidas. Ambas, Nike e Reebok tem lucrado
com os problemas de longo prazo da Adidas e Puma, atingindo o primeiro
e segundo lugar na participação do mercado, respectivamente. A péssima
coordenação de marketing da Adidas no final dos anos 80 provocou o abandono
de seus distribuidores europeus que debandaram para a Reebok e Nike.
Um exemplo deste abandono é representado pelos números dos últimos cinco
anos do mercado na Alemanha. Em 1987 Adidas e Puma, ambas firmas alemãs,
controlavam 85% do mercado alemão. Em 1991, entretanto, sua participação
combinada de mercado era 56%, enquanto a Nike e Reebok geraram uma participação
de mercado de 23%. A obtenção da metade do mercado é esperada para o
fim de 1992. A Reebok reenfatizou sua forte raiz
em mercados internacionais abordados em 1989 através de acuradas metas
de patrocínio e poucas promoções na mídia base. Esta abordagem tem historicamente
sido o melhor caminho para Reebok ganhar participação eficientemente
e novos territórios. Nos anos 70 a Adidas tinha açambarcado o endosso
de praticamente todos os principais atletas europeus, não somente fazendo
resistência de seu competidor local, a Puma, mas também fazendo resistência
para alguma companhias de calçados esportivos estrangeiros que queiram
entrar no mercado. A Reebok estava fortemente comprometida em criar
uma longa lista de jogadores talentosos comprometidos com sua marca
para conquistar este espaço. Atualmente a Adidas é ainda a primeira
na Europa, seguida pela Nike, Reebok e Puma. A demorada disputa com a Nike é somente
um dos tormentos da Reebok. Adidas e Puma caminham em direção ao ressurgimento.
Os novos proprietários da Adidas estão cortando linhas de produção e
criando produtos mais eficientes e vendendo facilidades na Ásia. Complementarmente,
ambas companhias estão encabeçando linhas de produto não sofisticados
pretendendo separar a Reebok de seus competidores, fazendo Reebok aparecer
como uma estranha no mercado internacional. Mais recentemente, a abertura do
mercado da Europa Oriental e de suas respectivas "máquinas esportivas"
deram ainda outras oportunidades para o crescimento internacional. A
Reebok que historicamente patrocina atletas compromissados com seus
produtos, viu nisto uma oportunidade para aplicar suas práticas de patrocínios
esportivos e direcionou-se rapidamente para obter lucrativos contratos
com muitos atletas de alta qualidade e heróis da Olimpíada Internacional.
Mais importante, a liberdade na Europa Oriental colocou 700 milhões
de pessoas no mercado europeu. Esta ampliação do tamanho de mercado,
ligado com a continuada "americanização" de muitas sociedades
estrangeiras, dá uma poderoso motivo cultural e social para que fabricantes
americanos direcionem sua ênfase de marketing na região. A Reebok achou esta oportunidade
especialmente atraente pois calçados esportivos são produtos de “imagem
orientada” (marca) na Europa. Paul Fireman considerou que o ingresso
de 700 milhões de consumidores adicionais no mercado europeu era a melhor
novidade de marketing que ele tinha ouvido nos últimos anos. A Reebok
introduziu sua tecnologia Pump na região e instalou lojas internacionais
padronizadas e independentes para ajudar a implementar o novo conceito.
Richard Litzel da Reebok Pump Alemã relatou que a oferta de novos produtos
que são "todo o desejo na América" era a chave de abordagem
dos europeus, que são atraídos pelo moda de rua dos Estados Unidos. O atual movimento internacional "A vida é curta". A Reebok
permanece atenta a suas necessidades de crescimento internacional. Recentemente
alcançou a principal etapa em direção a dominar ela mesma, como uma
força internacional coordenada, suas indispensáveis campanhas de anúncios.
No passado, a Reebok foi criticada por ter sido incapaz de estabelecer
um plano coordenado de marketing mundial. Este é um reflexo direto da
descentralização das operações globais da Reebok. A Reebok ataca este
problema com seu tema de campanha mais forte até o momento - "A
vida é curta. Jogue duro". Internacionalmente, a Reebok tem
enfatizado promoções com atletas compromissados com seus produtos e
patrocinado eventos ao invés de divulgar anúncios diretamente ao consumidor.
Mesmo que a campanha americana dos guarda-sóis americanos tenha tido
vida curta e nunca tenha alcançado o exterior, este novo esforço era
destinado a ser adaptado ao uso internacional e com uma parte da campanha
de $20 milhões das Olimpíadas de verão. A campanha iniciou com um conceito
mental de surfar no céu em seu primeiro comercial. Este comercial obviamente
não era dirigido a alguma cultura mas abria os olhos para a aventura
enquanto mostrava o modelo do calçado. Antes do lançamento de outras
peças da campanha, David Ropes alegou que a campanha do guarda-sol tinha
"potencial global". Com a ajuda das poderosas agencias de
publicidade internacionais Chiat/Day/Mojo, o escritório baseado em Londres
conciliou as necessidades individuais da rede internacional da Reebok
para adequar esta campanha. Em 1990 a Reebok viu uma oportunidade
para por em prática sua estratégia de utilizar atletas bem conhecidos
como promotores de produtos da Reebok. A ocasião era ideal para a Reebok
por em prática sua tática. Com as Olimpíadas de 1992 aproximando-se
rapidamente, a corporação compreendeu que os Jogos Olímpicos representavam
uma grande oportunidade para lançar-se na arena internacional. |
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A Reebok era patrocinadora do time
Olímpico dos Estados Unidos e tinha várias campanhas de sucesso
produzidas para promover esta conexão. Entretanto, os direitos de
patrocínio estendiam-se somente para os Estados Unidos, o que eliminava
algum potencial de programa de promoção global que Reebok poderia
ter coordenado diferentemente. Por essa razão, os distribuidores
individuais internacionais estavam dispostos a colocar suas próprias
campanhas, promovendo os times e atletas de seus próprios países.
O tema de marketing da Reebok, por esta razão, concentrou-se no
uso da Olimpíada para desenvolver uma imagem global para a organização,
iniciando nos Estados Unidos. A Reebok foi bem sucedida neste empreendimento
Olímpico junto aos consumidores domésticos e viu isto como uma etapa
preliminar para desenvolver uma campanha global no futuro. Um dos riscos mais famosos da campanha
foi um dos produtos do escritório de Nova York da Chiat/Day/Mojo,
que tinha sido contratada para criar uma campanha de anúncios para
promover calçados de cross-trainer da Reebok. David Ropes trabalhou
com Chiat/Day numa campanha de $20 milhões que iria enfatizar dois
desconhecidos americanos que participariam no declaton. A Reebok
escolheu este tipo específico de atleta porque estes são considerados
por muitos como os últimos cross-trainer. Além disso, os Estados
Unidos não tinham tido um sério candidato a medalha no declaton
desde 1976, quando Bruce Jenner e Fred Dixon ganharam medalha de
prata e ouro na Olimpíada de Montreal. Pelas características dos
atletas de declaton, a Reebok esperava partilhar o crédito pelo
retorno da medalha de ouro para os Estados Unidos no verão de 1992
nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Ao mesmo tempo, a Reebok planejou
ligar o sucesso dos atletas a seus produtos, especialmente calçados
para cross-trainer. De acordo com Ford Enals, vice presidente senior
da Reebok para marketing mundial, o anúncio demonstraria que os
maiores atletas do mundo usam roupas e calçados Reebok. Os atletas que a Reebok escolheu
para sua campanha foram Dan O'Brien e Dave Johnson. Embora estivessem
os dois no topo do atletismo mundial, eles eram também desconhecidos.
Por esta razão, Reebok assumiu um risco tremendo quando assinou
com estes potenciais competidores olímpicos contratos de longo prazo.
Além disso, ela produziu a campanha "Dan e Dave" antes
dos testes olímpicos, ocasião em que os atletas de declato dos Estados
Unidos de 1992 seriam escolhidos. A campanha "Dan e Dave"
consistiu-se de um esforço totalmente integrado de marketing, envolvendo
promoções, relações públicas, pontos de venda de material, marketing
direto e vídeos em lojas. Anúncios na televisão consistiram de onze
diferentes comerciais, e os primeiros cinco fizerem seu debute durante
a ampla audiência do Superbowl em 26 de janeiro de 1992. Os anúncios
forma mostrados durante todo o ano para gerar interesse e entusiasmo
sobre a competição entre os dois decatletas e ligar seu sucesso
com calçados cross-trainer da Reebok. Embora a resposta aos anúncios fossem
geralmente favorável, desaprovações contra a campanha vieram a tona
cedo logo após os comerciais terem ido ao ar durante o Superbowl.
Por exemplo, muitos criticaram que a propaganda Dan versus Dave
não colocou bastante ênfase no produto promovido, o que tinha sido
criticado também em campanhas anteriores. Todavia, a Reebok recusou
estas alegações pela afirmação de que o calçado estava vendendo
em uma marcha recorde por todo o verão. Outros acusaram Reebok por
ter assumido um enorme risco colocando todos os seus ovos em uma
cesta. Pela metade junho, entretanto, estas
inquietações pareciam insignificantes pois a companhia relatou recorde
de vendas no primeiro trimestre, que foi atribuído primeiramente
a esta campanha. A Reebok tinha obtido alto reconhecimento de seu
nome. Além disso, ambos, Dan e Dave tornaram-se um tremendo sucesso
no mercado jovem. Eles tornaram-se nomes familiares e a campanha
Dan e Dave parecia ter criado vida própria, com o conhecido lema,
"Quem será o maior atleta do mundo? ... a ser resolvida em
Barcelona." Era óbvio que a campanha já estava em curso mesmo
antes dos jogos olímpicos terem realmente começado. De acordo com John Gillis, diretor
de comunicações de marketing, oficialmente a Reebok tinha planos
de expandir esta rivalidade além das Olimpíadas. Em 27 de junho
de 1992, entretanto, toda esperança no sucesso do futuro marketing
deste projeto pareceu desaparecer. Naquele dia, Dan O'Brien falhou
na tentativa do salto com vara no teste Olímpico e não conseguiu
compor o time olímpico dos Estados Unidos. A Reebok estava subitamente
abandonada com caros contratos com dois atletas e sem campanha que
os usasse. Após explorar várias opções, a Reebok
determinou que a melhor estratégia seria elaborar uma nova campanha
- uma que tirasse vantagem do fracasso de Den e ao mesmo tempo enfatizasse
o sucesso de Dave. Existiam várias desvantagens nesta abordagem.
Por exemplo, a Reebok estava preocupada com o que esta estratégia
causaria ao consumidor ao ligar o fracasso de Dan com seus produtos.
E, se Dave Johnson também tivesse desempenho abaixo das expectativas,
a percepção de que Reebok apoiava atletas mal sucedidos poderia
ser reforçada. Isto era também a mais cara opção avaliadas pela
Reebok, porque ela teria que produzir novos comerciais rapidamente
e colocá-los no ar imediatamente. De qualquer maneira, era óbvio para
Reebok que esta era sua única alternativa viável. Ela acreditava
que os consumidores veriam o movimento de abandonar Dan O'Breien
e/ou Dave Johson neste momento como insensível e não ético. Então,
dentro de uma semana, a Reebok investiu um adicional de $25 milhões
na campanha e substituiu o anúncio "A ser resolvido em Barcelona"
por novas vinhetas. Estes anúncios prosseguiram enfocando ambos,
Dan e Dave, e jogavam com as emoções e decepções do público americano.
Felizmente para a Reebok, sua rápida resposta gerou resultados positivos.
Como fato substancial, enquanto o anúncio inicial foi principalmente
popular entre a geração jovem, a campanha seguinte atiçou uma reação
de compaixão na visão dos adultos. E, o mais importante, as vendas
permaneceram altas. O emprego destas novas campanhas
mundiais chegam para mostrar uma visão e criar um significado para
ampla penetração da Reebok na rede global, o que ela já tinha no
mercado local. A campanha "A vida é curta", de qualquer
maneira, nunca alcançou o exterior, e distribuidores individuais
mantiveram sua autonomia para criar programas de marketing que melhor
se adaptassem a seus consumidores. A campanha "A vida é curta"
foi usada somente por cerca de 5% nos estrangeiros. Embora o tema
produza alta consciência de marca nos Estados Unidos, o marketing
em outros países adotam abordagens de país a país. Similarmente,
a campanha "Dan e Dave" foi incapaz de ser lançada mundialmente,
mas criou excelente exibição para seus novos produtos nos Estados
Unidos. A Olimpíada, em geral, forneceu a consciência global buscada
pela Reebok. A Reebok foi capaz de inundar o espaço internacional
com atletas famosos usando seus novíssimos modelos de alta tecnologia.
Este caso foi preparado por Leslie A. Anchor, Robert A. Cutting, Ernest Duncan Jr., Scott Oser, Amy B. Kerner e Indong Kang sob a direção do professor Salah S. Hassan da George Washington University. |
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